(...) São inúmeros os exemplos de idosos que vivem sós ou que passam grande parte do dia sem ter com quem falar. E se a saúde física muitas vezes lhes foge, pelas maleitas que lhes atacam o corpo, o que é feita da saúde mental destas pessoas que (sobre)vivem por conta própria?
Há um tempo atrás, (...), perguntei a um simpático casal de idosos como se sentia, ao que me responderam: “velhos”. Como assim, velhos? Será a velhice um peso assim tão grande, capaz de definir aquilo que sentem e os seus problemas? Vi-me imediatamente obrigado a perguntar-lhes se não viam na velhice nenhum benefício. Então e a sabedoria, a experiência? Certamente que houve coisas que mudaram: a imagem no espelho não é a mesma; a energia, se calhar, diminuiu… Mas, em contrapartida, surgiram outras alegrias: os filhos, os netos e, às vezes, os bisnetos. E mesmo assim, a velhice continua a ser uma etapa da vida marginalizada, confinando muitas vezes os idosos à solidão (...)

É verdade, existem muitos idosos por cá a viverem na sua solidão!
ResponderEliminarQuanto à saúde mental...esta tem muito que se lhe diga! É preciso olhar com atenção para eles, acolhê-los...
Na verdade são imensas as dificuldades com as quais nos deparamos numa região tão pequena, mas com uma estrutura muito montanhosa...
Há que fazê-los ver que não estão sós, nunca estiveram e nunca estarão! Existem alguns recursos que podem ajudar em alguns casos...
Mas a verdade é que para conseguir resolver tudo isso, será uma longa caminhada...
Não desistir é um dos primeiros passos...
Mostrar uma outra perspectiva é uma alternativa...
mas...tudo isto é discutível!
sugiro-te a leitura do livro da pequena alma e o sol, se não o tiveres e quiseres diz!
E parabéns pelo teu blog...
Olá,
ResponderEliminargostei de ler...é um assunto muito mais complicado do que as palavras possam ditar, de facto. Parabéns pela reflexão. Continue a escrever.
Essa reflexão em altura de estágio vem mesmo a calhar...
ResponderEliminarTens toda a razão quando dizes "a velhice continua a ser uma etapa da vida marginalizada, confinando muitas vezes os idosos à solidão"...
Sei que não podemos nem devemos comparar idosos a crianças, mas eu olho para eles como seres puros tal como as crianças são.
Os idosos merecem muito respeito e não podemos tratá-los como crianças, eu sei disso... O que quero dizer é que quando vejo um idoso vejo alguém tão simples e tão maravilho como um bebé...
Sabes aquela sensação que ficamos quando vemos as imagens com bebés da Anne Guedes? É uma semelhante que eu tenho quando vejo um idoso...