quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Não me escrevas poemas

Odeio essas malditas rimas
Como lutas com as palavras
Como as esgrimas
Parecem-me algemas
Esses malditos poemas

Parece-me tão hermética
Essa maldita prisão
Essa miserável métrica
O que eu quero é prosa
Uma escrita pura e deliciosa

3 comentários:

  1. Olá
    Muito bonito...
    Sem mais palavras.
    Sílvia

    ResponderEliminar
  2. Oi...Eu como apreciadora de poesia, tinha de vir aqui manifestar o meu profundo desacordo!

    A poesia liberta,não apresiona, ela só apresiona quem não intende que um poema não é a metrica nem a rima, é alma que encerra e liberta simultâneamente! Porque o poema é o brisa que transmite o que não meu nem é teu, sempre sempre de quem lê de cada vez sempre sempre diferente de quem leu antes. O poema já não pertenCe a quem escreve nem a quem passa, é de quem lê, nele se revê, a seu reflexo, intenção, anseio ou contexto!

    Amo a poesia!

    Vou te prometer ensinar a beleza do poesia caótica e simples...

    beijinhos...

    ResponderEliminar
  3. se a poesia liberta.se ...

    bem pelo contrario aprisiona.nos e é viciante.
    por vezes chega a um ponto que queremos sair e nao podemos pq nao conseguimos "parecem algemas / esses malditos poemas"

    o poema é de quem lê mas quem o escreve é que sente o verdadeiro sentimento !

    tirando o ultimo verso do poema que ta pouco expressivo e deveria ter mais intensidade o poema ta bom ;)

    ResponderEliminar